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Google Chrome vs. Chromium: onde estão as diferenças

Creio que muitos de nós, usuários do Linux, já tivemos a dúvida entre optar pelo Google Chrome ou pelo Chromium. Em termos práticos, não há realmente muita diferença entre eles, mas, se existem dois “sabores”, é porque há distinções. Movido por minha curiosidade, fui pesquisar essa questão e acabei me deparando com um quadro comparativo no wiki do projeto Chromium, o qual tomei a liberdade de traduzir e comentar logo abaixo.

Google Chrome Chromium Observações
Logotipo Colorido Tons de azul
Relatório de falhas Sim, se habilitado Nenhum Por favor, inclua rastreamento de erros com símbolos em ao relatar bugs, caso não tenha um relatório de falha
Métricas de uso Sim, se habilitado Não
Tags de vídeo e áudio AAC, MP3, Vorbis e Theora Vorbis e Theora por padrão Varia de acordo com as distribuições: no Ubuntu, o Chromium vem com os dois formatos; no Fedora, o suporte é completamente removido
Adobe Flash Plugin personalizado (não-livre) incluído no pacote Suporta plugins NPAPI, inclusive o fornecido pela Adobe
Suporte a PDF Plugin personalizado (não-livre) incluído no pacote Baixa e exibe documentos usando o visualizador PDF do sistema O plugin de PDF do Chrome usa código não-livre de terceiros; não existe nenhum plugin de PDF em software livre que suporte todos os recursos que gostaríamos (como o preenchimento de formulários). 😦
Código Testado pelos desenvolvedores Modificado pelas distribuições Modificações adicionais pelas distribuições têm sido uma contínua fonte de problemas para os usuários; ao relatar bugs, por favor inclua infomações sobre a distribuição
Isolamento de processos (sandbox) Sempre habilitado Pode estar desabilitado, dependendo do distribuidor Ubuntu e Gentoo: sempre habilitado; alguns pacotes não oficiais do Slackware o removem!
Empacotamento Um único deb/rpm Depende da distribuição, às vezes dividido em diversas partes (dados de locale, inspetor, v8) O Ubuntu disponibiliza l10n e o inspetor (opcional) e 2 conjuntos de codecs (1 obrigatório), seja para as compilações noturnas, para o canal de desenvolvimento ou para o canal beta, mas com os mesmos nomes de pacotes em cada canal
Perfil Armazenado em ~/.config/google-chrome Armazenado em ~/.config/chromium
Cache Armazenado em ~/.cache/google-chrome Armazenado ~/.cache/chromium
Garantia de qualidade Novas versões são testadas antes de serem distribuídas aos usuários Às vezes, compilações noturnas não testadas Depende da distribuição: por exemplo, o Chromium do Ubuntu mantém os mesmos números de versão do Google Chrome, mas outras distribuições às vezes disponibilizam compilações “noturnas” instáveis

É notório que o quadro acima, apesar de pertencer à documentação do Chromium, foi escrito por alguém ligado ao Google. Além de destacar as vantagens do Chrome sobre seu irmão 100% livre, a comparação não deixa de fazer certo terrorismo quanto ao código “não testado” e “modificado pelas distribuições” do Chromium. Isso sem falar no ícone “azul sem graça” do Chromium 😛 .

Ideologias e mercadologias à parte, o Chrome é a escolha óbvia de quem prefere uma experiência de navegação na Internet out of the box, sem se preocupar com codecs, plugins e outros detalhes. Por outro lado, o Chromium é mais adequado àqueles que gostam de ter um controle maior sobre o que instalam, e aos ciosos de terem somente software livre em suas máquinas.

Concluindo, a escolha é sua 😉 .

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