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Linux, programação e toda sorte de nerdices

Instalando aplicativos KDE no Ubuntu (sem instalar o KDE inteiro como dependência!)

Salve, galera!

O assunto de hoje é polêmico. Trata-se da velha questão da rivalidade entre GNOME e KDE, e a escolha por um ou por outro, frequentemente, é matéria de foro íntimo 😛 . Não raro, as pessoas gostam de um e não suportam o outro…

O que tenho a dizer é que, com o Ubuntu, é possível ter o melhor dos dois mundos. Minha constatação é reafirmada por duas notícias recentes: a de que o Ubuntu 11.04 (“Natty Narwhal”) utilizará a interface Unity como padrão (fugindo, portanto, do GNOME Shell, que será a interface padrão do GNOME a partir da versão 3.0) e um post do Matt Zimmermann, CTO da Canonical, acerca da utilização do Qt (biblioteca sobre a qual o KDE se baseia) para o desenvolvimento de aplicações para o Ubuntu.

O GNOME e o KDE incorporam aplicativos quase sempre equivalentes entre si – quase sempre. A título de exemplo, o digiKam, do KDE, gerencia tanto fotos quanto vídeos – o suporte a esses últimos falta tanto ao F-Spot quanto ao Shotwell, do GNOME. Falando por mim, reputo o Kate, o editor de textos avançado do KDE, melhor do que o gedit, do GNOME. Já soube de gente que prefere o Okular ao Evince. A lista seria infinita…

A principal reclamação de quem já experimentou usar um programa do KDE no Ubuntu é o problema das dependências – é comum que, ao instalar um simples programa do KDE, o Synaptic (ou o aptitude, ou o apt-get, ou a Central de Programas do Ubuntu, …) tente incluir praticamente todo o KDE no conjunto da instalação. Uns míseros 150~200MB… 😛

A boa notícia: é possível contornar esse empecilho. No aptitude, ao instalar um pacote do KDE, basta incluir a diretiva --without-recommends para que o gerenciador  ignore os pacotes recomendados. É claro que, ainda assim, serão baixadas as bibliotecas (principalmente do Qt) necessárias ao perfeito funcionamento do aplicativo, o que pode inchar o tamanho do download ainda um pouco. Todavia, essas bibliotecas só serão baixadas e instaladas uma única vez. Os downloads subsequentes de outros aplicativos KDE terão tamanhos módicos.

Em suma: se quisermos instalar o digiKam:

sudo aptitude install digikam --without-recommends

Ou o Kate:

sudo aptitude install kate --without-recommends

E por aí vai.

Tenho utilizado esse método já há algum tempo, com sucesso. Contudo, isso não é garantia de que funcione em 100% dos casos. Experimente, tente, e conte sua experiência nos comentários. 🙂

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7 Respostas para “Instalando aplicativos KDE no Ubuntu (sem instalar o KDE inteiro como dependência!)

  1. Legendario 27/10/2010 às 22\1035

    usa o “apt-get install” tem o mesmo efeito de utilizar o “aptitude install –without-recommends”

  2. nozes 27/10/2010 às 22\1042

    Boa, dica vlw!

    preciso usar o digikam mas a quantidade de dependências me desanima!

    falando em digikam, sabe como eu consigo instalar a versão 1.5 no ubuntu, já que no ubuntu 10.04 ele instala o 1.2!

    • goncin 28/10/2010 às 07\0756

      nozes,

      Parece que a versão 1.5 ainda não foi empacotada para o Ubuntu (em 28/10/2010). A versão 1.4 pode ser instalada com adicionando o repositório ppa:kubuntu-ppa/backports.

  3. Ricardo Jorge 22/11/2010 às 10\1019

    Excelente dica, goncin, já disponibilizei no meu social bookmarks Diigo e faço questão de mencionar no fórum do Ubuntu Br. Uma dica assim merece e muito ser compartilhada e divulgada. Não gosto muito de misturar os ambientes, mas vc tem toda razão a superioridade de muitos aplicativos KDE em relação ao que é feito em GTK (Gnome).

  4. brayantagliaridemarchi 17/12/2010 às 08\0853

    Opa, bacana o post ein. Cara eu curto o K3b e o Amarok, mas instalei eles mesmo com todas akelas dependencias, eu ja vi um Debian que na hora de iniciar o SO vc escolhe se vai utilizar o KDE ou o Gnome. Usei o Kubuntu por um tempo mas deu uns problemas e como quase todos meus amigos vao de Ubuntu com gnome eu me juntei a eles hehe

    • goncin 17/12/2010 às 09\0907

      Olá, Brayan! Obrigado pelo comentário e pelo retuíte!

      Eu tenho um sério conflito entre GNOME e KDE, não consigo escolher entre os dois 😛 . Vivo trocando de interface entre um e outro, neste momento estou com KDE no trabalho e GNOME no notebook, mas sempre usando o Ubuntu como base. Gosto do k3b e do Kate, mas também uso o Gimp e o Synaptic. Creio que cada um deve “montar” o ambiente mais produtivo para si, sem se importar muito com estereótipos. KDE e GNOME, ao meu ver, não são mutuamente exclusivos, mas complementares um ao outro.

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