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Meu ambiente de trabalho em 7 itens

Não sei direito onde a coisa começou. Recebi do Alexandre Gaigalas (@alganet) e, num segundo momento, também do Bruno Roberto Gomes (@brgomes) a incumbência de compartilhar 7 itens do meu ambiente de trabalho. Tanto um quanto o outro já escreveu sobre o mesmo tema, tendo recebido a tarefa de outras pessoas. Pesquisei um pouco a respeito, e descobri no blog do Duodraco que a ideia é fazer disso um meme. Então vamos lá. :)

Meu ambiente de trabalho. Não reparem a bagunça :P

Meu ambiente de trabalho. Não reparem a bagunça :P

1) Um Ubuntu altamente personalizado

Há cerca de um ano, encarei o desafio de abandonar o Windows como plataforma de desenvolvimento e usar Linux para esse propósito. Escolhi a distribuição Ubuntu, que já usava nos meus computadores pessoais e com a qual já estava familiarizado.

Como gosto de deixar as coisas bem do meu jeito, meu Ubuntu, ao menos visualmente, em nada se parece com uma instalação recém-feita desse sistema operacional. Entre as personalizações que costumo fazer na interface, estão:

  • a troca do tema padrão (atualmente, uso o tema Orta com os ícones Faenza);
  • a redução para apenas um painel, o inferior, e o utilização do Docky na parte superior da tela para lançamento de aplicativos;
  • o applet Cardápio no lugar do tradicional menu do GNOME; e
  • o applet Dockbarx em substituição à lista de janelas/tarefas.

Minha instalação corrente começou na versão Karmic Koala (9.10), foi atualizada para a Lucid Lynx (10.04 LTS) e, no momento, corresponde à versão mais atual do SO, Maverick Meerkat (10.10). Tudo isso sem precisar formatar, comprovando a estabilidade do ambiente. Um ano, três versões e tudo rodando redondo. Exceto, é claro, quando eu tento fazer alguma atualização bleeding edge e ferro alguma coisa – a maior vítima é o driver da placa de vídeo. Mas #SouDev e não desisto nunca, daqui a pouco ponho o sistema de volta pra funcionar.

2) Netbeans para desenvolvimento PHP

Sempre estive em busca do IDE perfeito e open source (ou, pelo menos, freeware) para desenvolver em PHP (havia até um post meu sobre isso numa rede do Ning, mas todo mundo sabe o que aconteceu…). A meu ver, o estado da arte em termos de ambiente integrada para essa linguagem ainda não foi atingido. Contudo, o Netbeans evoluiu rapidamente e é, nos dias atuais, o que mais se aproxima do Olimpo. Tem, como vantagens, o fato de ser open source, multiplataforma (ainda que “multiplataforma”, aqui, seja sinônimo de Java) e relativamente leve, consideradas as circunstâncias. Por outro lado, ser baseado em Java, após a aquisição da Sun pela Oracle, é algo no mínimo temerário. Não por acaso, aguardo ansiosamente que o KDevelop com suporte a PHP amadureça e se torne logo utilizável. Pelo que já vi deste último, vem coisa boa por aí.

Netbeans IDE 7.0 Beta

Netbeans IDE 7.0 Beta

Quem estiver interessado no meu esquema (escuro) de cores para o Netbeans, pode baixá-lo aqui e importá-lo em Ferramentas > Opções > Importar (no canto inferior esquerdo do diálogo).

3) Wine, PlayOnLinux e Winetricks

Esta tríade de utilitários permite executar no Linux muitos programas da plataforma Windows. Se o Wine é uma camada de tradução das bibliotecas de runtime do Windows, o PlayOnLinux é um front-end que, por intermédio de scripts, automatiza a instalação de vários aplicativos comuns (algumas versões do Microsoft Office e do Photoshop, por exemplo), embora seu foco seja a instalação de jogos. Por seu turno, o Winetricks é um script que localiza, baixa e instala muitas das dependências mais recorrentes de programas Windows, como as fontes TrueType da Microsoft, os MDAC, os runtimes do Visual Basic e do Visual C++, etc.

PSPad editor rodando via Wine

PSPad editor rodando via Wine

Dessa forma, consigo trabalhar, no Ubuntu, com alguns bons programas feitos para a plataforma do Tio Bill, tais como o PSPad, o EMS SQL Manager 2010 for MySQL e o EMS SQL Manager 2008 for SQL Server.

4) Firefox com WebDeveloper Toolbar e outras extensões

Como desenvolvedor web, tenho um bom número de navegadores instalados (o Infernet Explorer roda na VM, veja mais abaixo). Meu navegador principal continua sendo o Firefox, porque muitas de suas extensões ainda não encontram paralelos para o Google Chrome – apesar de todos os predicados deste. Dentre as extensões que mais utilizo, estão a WebDeveloper Toolbar e a DownThemAll!. Um recurso nativo particularmente interessante do navegador, para mim, é o Console de Erros Javascript – pego muitos erros por ele, sem sequer precisar acionar o Firebug.

Firefox com WebDeveloper Toolbar em ação

Firefox com WebDeveloper Toolbar em ação

5) VMWare Player

OK, esse não é open source, é só freeware. Trabalho uma Instituição de Ensino Superior com foco em Ciências Sociais Aplicadas, ou, traduzindo, o povo daqui adora uma planilha. E, para manter a compatibilidade, eu, o único linuxista dessas bandas, não posso viver só de OpenOffice.org. Necessito utilizar o Microsoft Office, versão 2010, adquirida pela Instituição e que (ainda) não consegui instalar via Wine. Há outras cositas também que me forçam a ter um ambiente Windows à disposição, como Photoshop, Delphi (para alguns sistemas legados) e Crystal Reports.

Durante muito tempo, deixei o VirtualBox , da Sun Oracle, encarregado das minhas máquinas virtuais. Sem embargo, dois fatores fizeram com que eu passasse a utilizar o VMWare Player: (1) este divide o disco virtual em vários arquivos, facilitando o processo de backup e (2) com ele, os efeitos visuais funcionam, ao contrário do que ocorria com o VirtualBox. Pode parecer frescura, mas, para mim, os efeitos visuais são fundamentais, principalmente quanto a testá-los em outras distros Linux e versões futuras do Ubuntu, coisa que faço com frequência. Além do mais, suspender e recuperar uma VM mostrou-se sensivelmente mais rápido no VMWare Player, relativamente ao VirtualBox.

VMWare Player rodando Windows 7

VMWare Player rodando Windows 7

6) Gnome-RDP Remmina

UPDATE: seguindo o conselho do visitante BlueHood, expresso em seu comentário mais abaixo, acabei por trocar o Gnome-RDP pelo Remmina, até então desconhecido para mim. Vale a pena conhecê-lo! =D

Há muitos servidores rodando Windows Server aqui. E a rede toda é baseada no Active Directory. Felizmente, o Ubuntu conta com ferramentas para acesso remoto a máquinas Windows utilizando o protocolo RDP (mais conhecido por “Terminal Services”). O Gnome-RDP Remmina é simples, objetivo, e cumpre muito bem o seu papel, e ademais suporta também os protocolos VNC, SFTP e SSH. Para quem utiliza KDE, o utilitário equivalente é o KRDC.

O Remmina acessando um servidor Windows via Terminal Services

O Remmina acessando um servidor Windows via Terminal Services

7) The Gimp

OK, OK, passo longe de ser um designer. Mas nem por isso estou livre de usar softwares de edição gráfica. Tenho o Photoshop instalado na VM, e <vergonha-propria mode="on"> desse programa sei utilizar menos de 1% do seu potencial </vergonha-propria>.

Quando a tarefa com imagens não é complexa o bastante para justificar a subida da VM à memória, faço uso do Gimp, sempre em Single-Window mode. Com ele, consigo fazer as coisas mais triviais, como redimensionamento e conversão de formatos, recortes e strokes. Enfim, no quesito “software gráfico” sou um mero principiante, em início de aprendizado, esperando absorver novas habilidades à medida que as necessidades surjam.

The Gimp e o meu papel de parede atual

The Gimp e o meu papel de parede atual

Bonus track: Terminal + Guake

Nenhum desenvolvedor que se preze deve temer a linha de comando. Algumas tarefas (como, por exemplo, atualizar o Ubuntu) são muito mais simples via terminal. E o Guake, uma quase-unanimidade, torna a praticidade do terminal ainda mais prática, se é que me entendem. Após instalado e carregado, basta um F12 para que uma janela de terminal se descortine com elegância à frente de seus olhos.

O Guake trabalhando

O Guake trabalhando

Passando a bola adiante

Para manter o espírito do meme, passo a bola para o Francisco Prado (@fr_prado), o Henrique Lobo Weissmann (@loboweissmann), o Bruno Bemfica (@CodeAddicted) e o Fábio Vedovelli (@vedovelli). Compartilhem sua forma de trabalho, pessoal! :)

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